Os Homens Mais Lindos e Talentosos do Planeta

De Volta

Burburinho na rampa, corredores tumultuados. Na boca das meninas, gloss, nos pés dos meninos, bola. Cartinhas do Naruto e Uno nas rodinhas antes do sinal.  All star rabiscado, munhequeiras coloridas, dentes aparelhados. Paredes e pilastras que escutam confidências. Cadernos da Pucca, estojos da Barbie e borrachas do Ben10. Mochila pesada, cheia de livros e de sonhos. Mãos velozes no totó, rosto queimado do sol da quadra. “De lápis ou de caneta?” Posso ir no banheiro rapidão? Tuuuuudo isso? Deixa de dupla? Pssssssiu! Gente por favor! É pra copiar? Deixa a gente descer mais cedo, “prossora”! Abraços, sorrisos, amizade… Mundo de sonhos em um lugar chamado: Escola.

Sermão Monólogo

Pessoal, estou postando um sermão monólogo que fiz nas maravilhosas aulas de homilética ministradas pelo Dr. Jilton Moraes. Na época da pregação, eu fui vestida de viúva e tudo. Muito legal. Já foi escrito tem algum tempinho (2002), então desconsiderem qualquer coisa.

POR QUE VIESTES A MIM?
1 Reis 17.8-24
Acordei para mais um dia, aquele seria um dia diferente, apesar de ter começado como todos os outros. Eu e meu filho não tínhamos muita coisa em casa, então fui até os portões da cidade em busca de algo.
Estava apanhando alguns gravetos para comer e esperar a morte quando alguém se aproximou de mim pedindo água. Era um homem peludo que usava uma túnica presa com um cinto largo. Naquele momento não podia imaginar que aquele seria o homem que transformaria a história de um povo, e que transformaria também a minha vida. Quando lhe dei água ele pediu também comida, naquele instante fiquei pensando, como pode um homem desses me pedir comida, não teria ele percebido que eu era apenas uma viúva pobre?
Mas ele não era um homem qualquer, tratava-se nada mais nada menos que do grande profeta Elias. Ele havia enfrentado o rei Acabe profetizando que não iria chover por três anos, pois o povo havia se rebelado contra Deus. O rei Acabe estava a procura de Elias como um doido, e ele já havia se escondido em vários lugares e agora estava ali me pedindo comida e abrigo.
Internamente comecei a questionar aquela situação, por que Elias teria vindo a mim, uma viúva pobre? Haviam várias viúvas naquele tempo, ou quem sabe Deus poderia ter abrigado Elias na casa de alguém que tivesse sustento de sobra. Deus permitiu que Elias viesse até mim para operar vários milagres, pois Deus permite que as situações mais absurdas seja revertidas para o nosso bem, mas como poderia uma viúva sem comida alimentar alguém?
Confesso que esse foi um fato que demorei para entender. Se o Deus que Elias estava pregando tivesse realmente misericórdia das pessoas Ele enviaria alguém para me ajudar não para tirar o que eu já tinha, ou melhor o que eu não tinha. Porém, Elias veio até mim para operar o milagre do sustento. Quando nos encontramos pela primeira vez nos portões da cidade Elias disse que multiplicaria o que eu tinha, um pouco de azeite e farinha, e esse milagre realmente aconteceu, enquanto Elias esteve conosco fomos abençoados com o sustento material. Muitas vezes o que temos é tão pouco e impossível de se dividir com alguém, mas quando partilhamos Deus nos abençoa.
As coisas corriam bem, em uma época difícil não estávamos passando fome, e Acabe ainda não tinha descoberto que Elias estava escondido em minha casa, mas aconteceu algo que eu realmente não esperava, meu filho, meu único filho adoeceu e morreu. Nesse momento não importava se tínhamos comida, meu filho representava tudo pra mim e a sua morte significava uma vida condenada à solidão, eu não tinha ninguém, agora estava só e sem esperança de pelo menos alguém que cuidasse de mim na velhice. Elias era o culpado de tudo, por que ele veio a mim? Não importava o milagre, nessa hora de crise dei lugar ao desespero e não percebi que Elias veio para operar o milagre da vida. Sentei e por um momento eu queria morrer junto com meu filho, estava imobilizada, Elias como homem de ação que era, moveu-se rapidamente, levou o menino para o quarto que eu havia cedido e o colocou em sua esteira. O certo era que nem mesmo Elias estava entendendo o que estava acontecendo, pois orou: “Ó Senhor meu Deus, também até a esta viúva, com quem me hospedo, afligiste, matando-lhe o filho”, talvez a minha explosão contra ele e o meu desespero contribuiram para que ele ficasse ainda mais confuso, mas ele também agiu em total dependência pedindo para que Deus fizesse algo. Minhas mãos estavam enterradas na face, não conseguia parar de chorar. Elias colocou novamente o meu filho em minhas mãos, e eu mal podia acreditar e agora as lágrimas que rolavam pelo meu rosto eram lágrimas de alegria, nesse momento percebi que Elias veio realmente para operar o milagre da vida, ele não só deu vida ao meu filho, mas a mim também, pois meu filho era a minha vida.
Percebi que não parava por aí. Elias veio a mim para trazer o milagre da verdade, pois depois de tudo, reconheci que Elias realmente era um profeta de Deus, e mais que o seu Deus é o Deus verdadeiro. Elias tinha uma grande missão da parte de Deus, mostrar ao povo que o Deus de baal era falso, e já havia começado essa missão em minha casa. Depois disso ele operou o grande milagre no monte Carmelo, então não só eu, mas todo o povo reconhecia que o Deus de Elias era o Deus verdadeiro.
As lições aprendidas com a permanência de Elias em minha casa foram muitas, a maior delas foi que muitas vezes questionamos a Deus quando algo que aparentemente consideramos nocivo acontece conosco, no inicio a vinda de Elias era ilógica, parece que Deus estava fazendo tudo ao contrario, porém com o passar do tempo essa visita se tornou milagrosa. Quantas vezes você tem agido assim querido, questiona Deus por Ele não está agindo da forma que você considera correta, temos que entender que tudo coopera para o bem dos servos de Deus, e Deus é soberano e poderoso suficiente para reverter qualquer tipo de situação.
Espero que essa experiência possa ter sido edificante para todos.
Viúva de Sarepta.

João Alexandre na IPCG

Mais informações no site da Igreja Presbiteriana Central do Gama.

De Cara Nova

Ontem visitei a exposição “Clarice Lispector – A Hora da Estrela”, no CCBB. Inspirada pela poesia e beleza da exposição, eu que já tinha pensado em mudar um pouco o ar do blog, apresento a nova cara.

Aproveito a postagem para explicar a nova imagem do blog. Aos que pensam que eu estou apaixonada, acertaram. Mas não é esse o motivo dos coraçõezinhos. Dentro de uma perspectiva teo-referente o coração é o ponto de concentração de toda a existência humana. “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” Provérbios 4.23. Tudo que você faz é um reflexo daquilo que está em seu coração, da raiz religiosa que está presente nele, nada é neutro.

Durante esse ano, a medida em que eu for estudando mais sobre esse assunto, pretendo ir colocando algumas coisas aqui. Por enquanto, aproveite o blog e se estiver em BsB visite a exposição da Clarice.

Eu no BJC

Durante o período de férias no Maranhão, dei uma entrevista  (hihihihi) para o Blog BJC (A Bíblia, o Jornal e a Caneta). Quem tiver  paciência para ouvir, é só clicar na imagem e baixar.

Se quiserem dá uma “curiada” nas imagens da viagem clique aqui.

Férias…

Gente, estou de férias. Por isso, as postagens ficarão um pouco de lado nesse início de janeiro. Como vocês podem ver, pela foto, estou com coisas um pouco mais interessantes pra fazer. Hihihihih!

Mas não me abandonem, em breve estarei de volta. :)

Natal III

Carta de um Pai

Como cresceu esse menino. Pés gordinhos correm descalços.
Ele sempre será o meu menino, apesar de ser quem é.
Carinhoso. Meu filho me olha como pai, mas seus olhos espertos olha o mundo diferente. Seu estilingue não acerta pássaros, desde novinho, ele admira tudo ao seu redor.
Chorão, não pode tropeçar que sai correndo, limpa as lágrimas e o nariz ranhento, com o rosto sujo nas vestes de sua mãe. Meu menino. Como será quando ele crescer? Meu coração se enche de esperança e de medo. Coisa de pai, talvez.

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Carta ao Aniversariante

Olá Jesus, tudo bem?
Parabéns adiantado. Daqui alguns dias é seu aniversário.
Acredito na sua ressurreição, por isso te parabenizo. Mas, o que me deixa intrigado, na verdade, é a sua encarnação.

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Natal II

Dia do Pastor Presbiteriano

Hoje, 17/11, é dia do Pastor Presbiteriano. Foi nesse dia que o primeiro pastor presbiteriano brasileiro, o Rev. José Manoel da Conceição, foi ordenado. O Rev. José Manoel  foi uma pessoa simples, que conheceu a Deus estudando as Escrituras. Ex padre, abandonou a batina para ajudar Simonton e os demais missionários da Igreja Presbiteriana do Brasil a pregar o Evangelho para o povo brasileiro.

O que dariamos de presente aos pastores presbiterianos no seu dia? Uma Bíblia de Genebra? Um terno? Um livro? Todos esses presentes tem “cara” de pastor, mas a cada dia Deus  me ensina que há outros presentes que alegram mais o coração de um pastor. Posso citar aqui três deles:

Um pastor precisa de obediência. A ele foi incumbida a tarefa de liderar, de guiar o povo. Ele foi destacado para o ensino da Palavra e para a administração dos Sacramentos. Se ele prega essa Palavra com fidelidade ele deve receber obediência das ovelhas. As ovelhas que não ouvem a voz do pastor e que não seguem o caminho se perdem do rebanho. Nem sempre é fácil ou agradável obedecer, mas a Bíblia nos admoesta a sermos obedientes aos nossos líderes e guias (Hb.13). A obedência é um dos melhores presentes que um pastor pode ganhar.
Um pastor precisa de compreensão. Uma verdade que sempre esquecemos é que o pastor também é ovelha. Isso quer dizer, que ele é um homem comum, “sujeito às mesmas paixões que nós”. Ele não é perfeito em tudo, nem atende à todas as necessidades. Ele vai possui falhas, deficiências que precisam ser compreendidas e percebidas dentro da providência divina. Nas dificuldades de um pastor estão as oportunidades para o aperfeiçoamento da igreja. Sei que é difícil compreender esse ensino, mas a igreja que demonstra compreensão e amor ao seu pastor, cresce em maturidade, conhecimento e temor do Senhor.
Um pastor precisa de animação. Ao contrário do que muitos pensam o trabalho do pastor não fácil, nem pouco. Pra começar, exige 24 horas de dedicação, 10 a 12 horas de trabalho diário, demandas que precisam ser atendidas com urgência e uma agenda que nem sempre pode ser cumprida. O pastor também sente cansaço físico e mental, desânimo, tristeza, dor, passa por crises espirituais. Nesses momentos ele precisa de animação e apoio. Quando um pastor presbiteriano é ordenado, a igreja promete dar-lhe essa animação, mas muitas vezes essa promessa é esquecida.

Aproveito o dia de hoje para agradecer  a todos os pastores presbiterianos que me acompanharam nesses quase quinze anos em que tenho o privilégio de pertencer a IPB. Rev. Irineu, que  me acolheu na IPB ainda no início da adolescência. Rev. Neurival, estudioso, visitador e comprometido com a verdade. Rev. Erinaldo, me ensinou a caminhar com Deus, a descobrir meu chamado ministerial, ele foi pastor, pai, amigo e irmão. Rev. Marcos Alexandre, não foi pastor em nenhuma igreja por onde passei, mas foi meu professor de teologia, meu tutor, meu mestre. E por último, Rev. Misael, esse da foto ao lado, que na verdade é um PAIstor, é impossível calcular o quanto devo a ele, por sua paciência, amor cristão, sabedoria e humildade. Se hoje eu sou uma pessoa melhor do que há 6 ou 7 anos atrás eu devo isso ao Rev. Misael.

Há outros também que me pastorearam, e não são presbiterianos e que também merecem honras. Outros, que são amigos e que tive o prazer de acompanhar os estudos, a ordenação. A todos eles os meus parabéns. Que Deus continue abençoando a vida de vocês nessa árdua tarefa de cuidar de nós, as ovelhas.

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