A mulher do casaco marrom, é a personagem principal de um dos meus contos favoritos da Clarice Lispector; O Búfalo.
A cor do casado é a cor que expressa o seu humor, é uma pessoa triste que sofreu uma grande decepção amorosa. Tal decepção a aprisionava e impulsionava em seu coração um ódio que lutava bravamente com o amor que era habitante em sua alma. Esse conflito é notório. A palavra amor/amar aparece aproximadamente 16 (dezeseis) vezes no texto, bem como a palavra ódio/odiar.
Essa mulher saía para passear em um Jardim Zoológico em um dia de primavera, estação que é fortemente destacada, talvez pela beleza verde e floral representando a vida, que contrastava que com seu estado de espírito que desejava morte. No passeio onde a mulher procurava veemente odiar o ser amado, ela encontra animais enjaulados na mesma situação que ela, enjaulada pelos seus sentimentos.
A mulher interage com alguns animais, buscando nos bichos o impulso primitivo que a conduz ao ódio, estes são: O leão/leoa, a girafa, o hipopótamo, os macacos, o elefante, o camelo, o quati e por último o búfalo.
Com exceção do búfalo, todos esses animais apresentam basicamente características semelhantes, que talvez retratasse sua personalidade engana pelo objeto de seu amor. A girafa é ingênua como uma virgem, quem sabe como ela quando se entregou ao seu amado. O hipopotámo é apático, como ela embebecida por uma paixão avassaladora que a paralizava. Os macacos são felizes e nus, destituídos de qualquer roupagem, sinceros e expôntaneos em seus sentimentos, talvez como ela ao entregar-se ao amor. O elefante, apesar de grande e pesado, é facilmente manipulado e bom, incapaz de fazer o mal, talvez como ela é incapaz de odiar o ser amado. O camelo é paciente, talvez como ela por ter suportado o engano e a dor.
A observação dos bichos é paralizada por um casal de namorados que retrata o amor recíproco, no qual ela não possuía, e uma viagem de montanha-russa onde ela alcança o ápice de sua expressão com um grito de lamento paradoxal com os gritos de alegria dos demais viajantes. Após uma explosão de sentimentos ela sente-se envergonhada como se seus sentimentos mais profundos fossem revelados. A comparação com uma bolsa feminina que cai no meio de todos, ilustra esse fato. A dor sentida neste momento é a mesma de um atropelamento.
Aaaah! Eu lembro de quando estudei esse conto no meu Ensino Médio! Ele é muito legalzinho! xD
Se eu não me engano se chama “Amor” ou algo parecido, né?
A Clarice tem uns textos muito bonitos!
O nome é o Búfalo mesmo. Legalzinho? Esse conto é ótimo!
“Legalzinho” foi uma maneira carinhosa… rsrs
Não era minha intenção depreciar!! =P