Cinco Mentiras Culturais sobre Casamento

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Comemorei mais um ano de casamento e tenho percebido, nesses dois anos de casada, o quanto a nossa cultura mente sobre esse assunto. Essas mentiras aparecem nas novelas, nas músicas e nas piadas. Um amigo meu dizia que: “Alguns casamentos acabam bem, outros duram a vida toda”. Essa frase atribuída ao excêntrico cineasta Woody Allen, ilustra bem aquilo que a nossa cultura pensa sobre casamento.
Obviamente a minha experiência não é a única fonte para desmascarar essas mentiras, afinal de contas, acredito que existe uma estrutura criada por Deus para o casamento. Ele não criou apenas o homem, a mulher e a natureza, criou também estruturas para que essas coisas “funcionassem” bem. Quando tentamos viver o casamento a partir dessa estrutura, nossa experiência revela que é mentira:

Que o casamento é uma prisão – A pergunta aqui não é “posso ser livre?” e sim “sou livre pra quê?”. A maioria das pessoas que afirmam que o casamento é uma prisão, querem ausência de prestação de contas. Ser livre significa: “não devo nada a ninguém, posso chegar a hora que quiser em casa, posso fazer qualquer programa, posso comer o que quiser na hora que quiser, não quero me preocupar com ninguém (marido/esposa, filhos) etc”. De fato, No casamento não existe esse ser não é ser livre assim, mas a vida não é assim! Não podemos viver sem prestação de contas! Nosso emprego, nossa escola, e até mesmo nosso sistema biológico impede que vivamos do jeito que quisermos: precisamos dormir, precisamos comer, devemos explicações para nossos chefes, professores, pais e o Estado. No casamento somos livres para uma porção de coisas, mas como qualquer aspecto importante da vida, temos responsabilidades, precisamos prestar contas e cuidar da outra pessoa. Uma fulga que alguns acham é viver o chamado “casamento aberto”. Assim pode-se ter a segurança do casamento, sem estar totalmente “aprisionado”. Uma história interessante é a dos pintores Frida Kahlo e Diego Rivera. Eles moravam em casas separadas e Frida sabia que Diego, que nunca tinha sido fiel a nenhuma de suas mulheres, não era fiel a ela. A própria Frida afirmava que o mais importante não era a fidelidade e sim a lealdade. Frida e Diego ficaram juntos, mas o casamento se enfraqueceu e eles passaram um bom tempo separados depois que Diego a traiu com sua própria irmã. Essa liberdade extrema que tantos procuram evitando o casamento é um mito. É possível viver um casamento com liberdade, e ainda assim amar e cuidar do outro.

Que o casamento não pode “cair na rotina” – Uma vez ouvi alguém dizer: “Não deixe seu casamento cair na rotina, pelo menos uma vez por semana, saia com sua esposa, vá ao cinema, mude um pouco os ares”. O conselho não foi ruim, mas a pessoa não percebeu que ao falar dessa maneira já criou a rotina “de ir ao cinema toda semana”. A gente cria uma rotina pra sair da rotina. Isso acontece porque o ser humano precisa da rotina, e o casamento também, mesmo as rotinas mais chatas como fazer compras no supermercado, colocar o lixo pra fora. Isso nos ensina que no casamento não fazemos apenas o que nos dá prazer e o que nos deixa feliz, mas somos desafiados o tempo inteiro a fazer coisas que nem sempre são agradáveis, mas são necessárias, em prol do bem estar do outro e do nosso próprio bem estar.

Que o sexo fica ruim com o tempo – A maioria esmagadora das pessoas casa com expectativas sexuais equivocadas. Essas expectativas vem de suas experiências sexuais anteriores, de filmes pornográficos e do que ouvem falar sobre esse assunto. Eu diria que a indústria pornô tem a maior parcela nessas expectativas. Se você entende que a experiência do sexo real dentro do casamento é bem diferente, mas extremamente prazeirosa e realizadora, com o passar do tempo vai verificar que a vida sexual do casal, na verdade, melhora. O casal vai descobrindo juntos coisas um sobre o outro e se torna cada fez mais afinado, sem projetar expectativas que vivenciaram com outras pessoas ou que viram em filmes. É sexo de verdade com pessoas de verdade, que se comprometem não apenas com prazer sexual passageiro, mas com uma vida toda em comum.

Que o casamento é tudo na sua vida – Mentira! O casamento não pode ser tudo na sua vida. Se ele é a sua fonte de felicidade, segurança e identidade, você será alguém frustrado e infeliz. Isso porque você casou com uma pessoa que além de mortal (pode partir a qualquer hora), é cheia de defeitos e pecados. É alguém que pode falhar tanto quanto você, por isso seria tolice confiar sua segurança e felicidade nas mãos de uma pessoa ou de um relacionamento formado por pessoas falhas. O casamento pode proporcionar segurança e felicidade, mas ele não pode ser a fonte delas. Isso significa que mesmo que o seu casamento acabe, ou que você nunca se case, é possível ser feliz e realizado se o foco de sua segurança, identidade e felicidade estiver no lugar certo.

Que o casamento é uma instituição falida – A família só é formada no contexto da aliança. Outros “arranjos” manifestam aparente comunhão, mas escondem razões ocultas para não se comprometer em aliança – isso exclui a realidade da comunhão plena e verdadeira. A estrutura para o florescimento humano é o casamento, e ele ainda está em pleno vapor – e continuará.

Tenho uma amiga que fala que “depois da salvação, a melhor coisa que Deus nos dá é o casamento”. É a mais pura verdade! O casamento é presente imerecido. Porém quem não casou, ou quem quer muito casar mas acredita nessas mentiras vai ser privado de desfrutar de alegria e vai perder muitas oportunidades de ter o seu coração trabalhado nessa experiência maravilhosa que é o casamento. Sou eternamente grata a Deus pelo meu casamento, sou grata a Deus pela vida do meu esposo e por mais um ano em que estamos juntos vivenciando a beleza do casamento.


Diário de Pensamentos

Estou lendo um livro bem interessante: “Mulheres Ajudando Mulheres”. Uma das autoras, a Carol Cornish, dá a sugestão para fazer um Diário de Pensamentos para avaliar o que ocupa o nosso pensamento o dia inteiro. Isso é muito importante, porque o que pensamos durante todo o dia, diz muito a respeito de nós e das nossas atitudes. A verdade é que a maioria de nós, diz a Carol, passa o dia todo em tomar conhecimento do que está se passando em nossa mente, e como a nossa memória é fraca, fica difícil revisar tudo na hora de dormir. O Diário nos ajuda, porque nele fazemos anotações dos nosso pensamentos pelo menos cinco vezes por dia.

Tentei colocar a ideia da Carol em uma tabelinha. Você pode imprimi-la e usar à vontade. Nela você deve escrever o que ocupa o seu pensamento ao acordar, durante a manhã, durante a tarde, durante a noite, e ao dormir. Você deve anotar no período de 15 dias, sendo bem sincero nas respostas. A partir daí você poderá verificar o que ocupa o seu pensamento e assim redirecionar seu coração para o lugar certo.

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O Mundo Está ao Contrário e Ninguém Reparou?

Essa é a pergunta de uma das músicas do Nando Reis. É a pergunta que me faço quando vejo postagens como essa no Facebook.

Sinceridade… Me preocupo muito com os estudantes de hoje. Quase todo mundo quer passar sem estudar, preguiça de ler, de fazer exercícios, copiar trabalhos e colar virou sinônimo de coisa legal e esperta. Ser mediocre é o suficiente. Geralmente o aluno vem e pergunta “Quantos pontos faltam para eu passar?” e vibra ao perceber que alcançou a média mínima da escola. O respeito pelo professor já é coisa do passado. Isso é um reflexo dos tempos que vivemos, mentira, corrupção, mediocridade, roubo, desrespeito e infelizmente, penso que tudo só tende a piorar.

A Bruna e a Emanuella que fizeram a paródia da imagem, nem se deram ao trabalho de refletir que todos os professores já tiveram no lugar nos alunos. Eu sou uma delas. Acordava cedo, morava longe da escola e ia andando, e não tinha pc pra fazer abobrinhas como essa quando chegava em casa, não. Nunca levei uma advertência, pois sabia que se chegasse em casa com ela, no outro dia não teria dentes para cumprimentar meus colegas na escola (sem exageros), e o fato de me preservar de advertências ou suspensões era porque sabia que a minha mãe tinha de fato coragem e amor pra fazer isso. Hoje, o aluno apronta na escola para ganhar suspensão e ficar uns diazinhos em casa no pc ou na TV.

Já estive nesse lugar sim, e fiz prova sem colar. Na verdade falar que cola ou que copia trabalhos é assinar atestado de burrice, é dizer que não tem capacidade, ou que se tem muita preguiça, para aprender ou para fazer um trabalho e nunca quis que as pessoas pensassem isso de mim. Não entendo como os adolescentes hoje avaliam isso como sinônimo de esperteza.
Também tinha professores chatos e não gostava de todos eles. Ninguém é obrigado a gostar. Mas todos são obrigados a respeitar.

Recado pra galera que acha que levando vida de estudande desse jeito vai ser independente. Caia na real agora! A menos que você vire jogador (a) de futebol, político ou tenha pais ricos e tolos, é melhor acreditar no Papai Noel do que acreditar que você vai viver viajando e comprar apartamento sem conseguir estudar e ser um bom profissional. Apesar de que… do jeito que as coisas andam talvez até você consiga, mas eu não arriscaria, porque essa ideia de independência depois da escola é muito ilusória. Hoje você tem boletins, amanhã você terá contas, e cá pra nós a vida seria tão mais fácil se só tivésssemos que nos preocupar com os boletins.

Enfim… tou fazendo tempestade com uma brincadeira de adolescentes? Pode até ser, mas acho que é por tantos pensarem assim que a coisa chegou no nível que chegou. É só brincadeira, mas Pai, mãe, avó, tio, tia, professor… veja o que tá sendo expresso nessa brincadeira inocente. Não tenho filhos, mas se tivesse eu não ia querer que eles brincassem assim. Aliás temo pelo futuro deles, temo pelo futuro da escola e consequentemente do país.


Para que Serve uma Relação?

Essa pergunta foi respondida pelo Dr. Drauzio Varella e tem sido bastante compartilhada no Facebook.
A resposta tem um tom poético que cativa, mas merece a nossa atenção para um detalhe importante.
O doutor com aparência estranha, começa dizendo que uma relação deve servir para VOCÊ… Há um equívoco aqui. Uma relação existe para servir a Deus. Ele é o criador das pessoas e dos padrões para todas as relações, inclusive para as daquelas pessoas, que como o doutor, não acreditam na sua existência. Um relacionamento que existe unicamente para a nossa felicidade ou até mesmo para a felicidade da outra pessoa, resulta em frustação, tristeza e sofrimento. Um relacionamento em que só se considera a própria felicidade é um relacionamento egoísta, e um relacionamento onde só se considera a felicidade do outro é um relacionamento idólatra. Todos os relacionamentos devem apontar para Deus. Ele é a pessoa mais importante neles. A resposta do Drauzio é autoreferrente, quando na verdade os relacionamentos devem ser teorreferentes, ou seja, tendo Deus como referência. Tenho acompanhado muitos casais, e esse é a raiz dos principais problemas nos relacionamentos. As pessoas querem encontrar felicidade e satistifação em uma relação, quando essa felicidade e satisfação estão em Deus, que nos dá as relações para que possamos experimentar isso de forma mais intensa. É como se, ao tomar um café espresso, a pessoa se concentrasse tanto no sabor e no aroma do café, que esquecesse da necessidade da máquina especial para produzí-lo. Outras dizem: “Acho que o meu erro foi ter me dedicado demais a outra pessoa”. A confiança e dedicação última que deveria ser depositada em Deus é transferida para alguém que jamais vai conseguir suprir as nossas expectativas e anseios. A Bíblia chama isso de idolatria. E uma das coisas mais escravizadoras que existem é quando idolatramos um parceiro ou uma relação. Quando pensamos que isso é a única coisa que nos fará feliz, caminhamos para um problema terrível, pois quando esse relacionamento terminar de alguma forma, o resultado é o desespero.
O ponto chave da resposta do Drauzio, é que uma relação é construída com o caminhar diário, na simplicidade da vida, nos momentos de alegria e tristeza, e isso é muito bonito. Porém, se a relação é egoísta ou idólatra, se nela não se considera Deus e o que ele ordenou, não temos recursos para viver o que o doutor escreveu. Não nos sentiremos à vontade, não aceitaremos o outro do jeito que ele é, não teremos amparo nas inquietações, nem teremos perdão. Um dia cobraremos o que já demos, pois a relação gira em torno de nós. Um dia esses recursos esgotarão, pois não estamos conectados na fonte inesgotável de todos eles. Quantos casais você conhece que vivem uma relação harmoniosa como essa? Com certeza não é a maioria. A verdade é que é muito difícil ter uma relação como a descrita pelo Drauzio Varella, pois somos por essência egoístas e idólatras. Por essa razão não basta apenas servir o outro, não basta apenas encontrar alguém que se encaixe em uma lista de qualidades que temos, é necessário encontrar felicidade e satisfação em Deus, autor e doador de todas as coisas. Por causa dele e para ele, podemos nos relacionar com alguém, podemos ir ao cinema de mãos dadas, podemos viajar, podemos perdoar, podemos produzir, podemos respeitar diferenças, nos divertir, etc… experimentar a plenitude que uma relação pode oferecer.


Bobó

Hoje é um dia muito especial. Por quatro anos eu pedi para minha mãe comprar um bebê no Carrefour pra mim, quando finalmente chegou Raquel Cardoso, que é chamada carinhosamente de Bobó. No dia em que ela chegou eu fiquei tão confusa que chorei pedindo pra minha tia me adotar, achando que ela ia tomar meu lugar. Depois passei a conviver com ela, escolhi seu nome, queria ajudar minha mãe, dar banho nela. Quando ela cresceu um pouquinho, virou uma das alunas da minha escolinha, junto com as demais bonecas. Aí ela já sabia falar e fazer tanta coisa que vieram as Barbies, a “peixaria das 3 irmãs” (que era um negócio em conjunto com a Ana Raquel, vulgo Macaca), e a Alaide, uma amiga imaginária que eu tinha, que só ela acreditava que existia. E ela foi crescendo, cresceu mais do que eu, teve uma época que a gente era só briga, eu corria e trancava a porta do quarto, mas sempre apanhava. Ainda bem que essa fase passou rápido, vieram os estudos e os cursos, eu a ensinei a usar a internet e ela fez faculdade, se tornou filósofa ou, professora de filosofia, como ela gosta de esclarecer. Casou e deixou um quarto e um buraco enorme na nossa casa. Ainda assim a Bobó era a minha maior companheira, no trabalho, no salões, nas discussões filosóficas, nos boliches e nas compras de roupas iguais. De certa forma ela ainda é, só que agora com muito mais saudade no coração por causa dos mais de 2000 km que nos afasta geograficamente. Hoje eu agradeço a Deus por mais um ano que completa minha Bobozinha, agradeço por ela fazer parte da minha vida todos esses anos, por ela ser minha única irmãzinha, aquela que durante muito tempo eu pedi para que a minha vivência familiar fosse mais feliz e mais completa. Parabéns Bobó!


Por que os Gays Querem Casar?

Li hoje que o STJ – Supremo Tribunal de Justiça se pronunciou a favor do casamento civil no julgamento de um recurso do Rio Grande do Sul. O argumento foi expresso nas palavras do ministro-relator :

[…] um dos objetivos fundamentais da República, motivo da própria existência do Estado, é promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Ele ressaltou — no julgamento no início do julgamento — que “o planejamento familiar se faz presente tão logo haja a decisão de duas pessoas em se unir, com escopo de constituir família, e desde esse momento a Constituição lhes franqueia ampla liberdade de escolha pela forma em que se dará a união”. Ainda segundo Luís Felipe Salomão, a habilitação para casamento de pessoas do mesmo sexo “passa, necessariamente, pelo exame das transformações históricas experimentada (sic) pelo direito de família e pela própria família reconhecida pelo direito, devendo-se ter em mente a polissemia da palavra ‘casamento’, o qual pode ser considerado, a uma (sic) só tempo, uma instituição social, uma instituição natural, uma instituição jurídica e uma instituição religiosa, ou sacramento, ou ainda, tomando-se a parte pelo todo, o casamento significando simplesmente ‘família’“.  (Tirado daqui)

Alguns afirmam que o conceito de família e o casamento já está ultrapassado. Apesar de ser uma união legal, o casamento esteve sempre ligado à igreja, à religião. Na Igreja Católica, o casamento é inclusive um sacramento.  Essa mobilização dos homossexuais por um casamento nos faz pensar que as coisas não são bem assim. Já que o casamento e a família estão ultrapassados, por que casar? E mais, se a igreja e a Bíblia se pronunciam contra o homossexualismo, qual o porquê da aprovação? Sim, porque há aqueles que desejam casar na igreja com a bênção do padre ou do pastor, que provavelmente, daqui há algum tempo, podem até ser presos ao recusarem realizar a cerimônia, pelo andar da carruagem.

O ponto é que para os homossexuais não basta estar juntos, morando no mesmo espaço, eles precisam casar, mudar o seu estado civil. A explicação que a maioria dá é a questão dos direitos, da divisão de bens, etc. Eu acho que vai mais além.  Eu afirmo, a partir de pressupostos bíblicos, que um dos aspectos é questão de estrutura e direção. Esses conceitos são colocados pelo estudioso Albert Wolters, em seu livro” A Criação Restaurada”:

Estrutura seriam as leis ou padrões que Deus criou para que o homem se relacionasse com o próprio Deus, com a cultura e com o próximo. Isso significa que tudo que acontece com o homem, dá-se debaixo de uma estrutura estabelecida pelo Criador, e grande parte dessas leis estão reveladas em sua Palavra, a Bíblia. Com relação ao casamento, essa estrutura de matrimônio foi estabelecida. Alguns parâmetros podem ser observados para esse relacionamento (Gênesis 1.21-24):

Ele deve ser monogâmico.
Ele deve ser heterosexual.
Ele deve emancipado de intervenções paternas.

Obviamente há mais instruções para a família em toda a Bíblia. Todas essas instruções dizem respeito à estrutura que Deus planejou para o casamento. Essas  estruturas criadas por Deus funcionam com uma direção. A direção é responsabilidade dos homens. Como o homem tem o seu coração voltado contra Deus, essa direção que dá às estruturas criadas por Ele é corrompida pelo pecado, portanto, na maioria das vezes, ele dá uma direção ruim. O fato da direção ser ruim não interfere no padrão estabelecido na estrutura. Sendo assim todo casamento é teorreferente, ou glorifica ou desonra a Deus – depende, em parte, da direção que damos a ele.

É por isso que os homossexuais querem tanto casar. Está no coração do homem, faz parte da estrutura absoluta criada por Deus. É por isso que mesmo sabendo que a sua direção não corresponde ao padrão bíblico, ele não pode fugir da estrutura.  Isso vai ser negado e taxado como preconceito, como pensamento retrógrado, mas a própria inconsistência desse do pensamento, dos desejos e dos atos, apontam para o Criador e para o fato de que estrutura e direção só podem ser coerentes ao homem dentro de um sistema cristão.

Esse assunto gera outros tipos de discussão e abordagens bem mais profundas, como por exemplo, o conceito fragmentado de família e casamento. Não há mais um conceito padrão. Da mesma maneira que uma família pode ser composta de dois homens, ou duas mulheres, pode também ser composta por mais de duas pessoas, ou por uma pessoa e um animal, e por aí vai. Penso que isso merece uma outra postagem, por hora, paro por aqui.


Teologia com Linus & Lucy


Lucy e Linus olham fixamente pela janela, observando a chuva cair. Com o olhar transtornado na face, Lucy observa:

– Menino, veja essa chuva! Que acontecerá se ela inundar o mundo inteiro?

Linus responde:

– Ela jamais fará isso. No nono capítulo de Gênesis, Deus prometeu a Noé que isso nunca mais voltaria a acontecer, e o sinal da promessa é o arco-íris.

Lucy parece aliviada.

– Você tirou um enorme peso da minha mente.

– A sã Teologia sabe como fazer isso! – responde Linus convicto.

(Extraído do livro: Iniciação à Teologia: Um convite ao estudo acerca de Deus e de sua relação com o ser humano. Stanley Grenz e Roger Olson)


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