Narradores de Javé

Já faz um tempinho que assisti e escrevi o texto. Mas como o filme é bom, achei que valia pena postar.

Considerações Sobre a Relação da Leitura e da Escrita no Filme Narradores de Javé

narradores-de-jave02Desde a antiguidade existe no homem a necessidade de transmitir histórias às gerações seguintes como forma de eternizar seu pensamento na lembrança dos outros. Como exemplo de pretensos relatos históricos “fidedignos” podemos citar Ilíada de Homero, e alguns relatos bíblicos que foram transmitidos de geração em geração de forma oral e escrita.

No filme Narradores de Javé, não é diferente,  a leitura e escrita é valorizada desde o início do filme, onde a velhinha que aprende a ler, está tão envolvida na leitura de seu escrito, que nem mesmo dá atenção ao atendimento do cliente que chega. Depois a leitura e a escrita é colocada como a salvação de um povo.  

A história é narrada sob a perspectiva de Zaqueu que nos guia durante todo o relato agregando sua interpretação pessoal e juízo de valores.

Os moradores do vale de Javé possuem uma missão que desde o início está fadada ao fracasso, pois leitura e escrita naquele povoado é “coisa de outro mundo”. Os moradores precisam desesperadamente escrever e documentar sua história, porém não possuem a capacidade de ler e escrever. 

O engenhoso Biá, ex-carteiro da cidade que torna-se então incumbido da missão de escrever o relato do povo, torna-se especial e com alguns privilégios, não bem aproveitados, já que ele possuía clara consciência da distância que separa a memória oral, do registro escrito. “Uma coisa é fato acontecido, outra coisa é o fato escrito. O acontecido deve ser melhorado no escrito para que o povo creia no acontecido” diz Biá.

Vivendo em um mundo sem letras o povo de Javé, se vê isolado em um mundo onde a exigência do conhecimento formal ainda não acessível a todos exclui uma grande parcela dos brasileiros.

Os habitantes de Javé eram a sua própria cidade, como ela isolados do mundo e perdendo sua história e costumes, daí talvez a ânsia de narrar, de falar sobre eles. Essa ânsia por expressão era na verdade, a luta pela sobrevivência em um mundo ao qual já não se adequam por serem semi-alfabetizados.

Considerações Sobre a Relação da Leitura e da Escrita no Filme: Narradores de Javé
Desde a antiguidade existe no homem a necessidade de transmitir histórias às gerações seguintes como forma de eternizar seu pensamento na lembrança dos outros. Como exemplo de pretensos relatos históricos “fidedignos” podemos citar Ilíada de Homero, e alguns relatos bíblicos que foram transmitidos de geração em geração de forma oral e escrita.
No filme Narradores de Javé, não é diferente,  a leitura e escrita é valorizada desde o início do filme, onde a velhinha que aprende a ler, está tão envolvida na leitura de seu escrito, que nem mesmo dá atenção ao atendimento do cliente que chega. Depois a leitura e a escrita é colocada como a salvação de um povo.  
A história é narrada sob a perspectiva de Zaqueu que nos guia durante todo o relato agregando sua interpretação pessoal e juízo de valores.
Os moradores do vale de Javé possuem uma missão que desde o início está fadada ao fracasso, pois leitura e escrita naquele povoado é “coisa de outro mundo”. Os moradores precisam desesperadamente escrever e documentar sua história, porém não possuem a capacidade de ler e escrever. 
O engenhoso Biá, ex-carteiro da cidade que torna-se então incumbido da missão de escrever o relato do povo, torna-se especial e com alguns privilégios, não bem aproveitados, já que ele possuía clara consciência da distância que separa a memória oral, do registro escrito. “Uma coisa é fato acontecido, outra coisa é o fato escrito. O acontecido deve ser melhorado no escrito para que o povo creia no acontecido” diz Biá.
Vivendo em um mundo sem letras o povo de Javé, se vê isolado em um mundo onde a exigência do conhecimento formal ainda não acessível a todos exclui uma grande parcela dos brasileiros.
Os habitantes de Javé eram a sua própria cidade, como ela isolados do mundo e perdendo sua história e costumes, daí talvez a ânsia de narrar, de falar sobre eles. Essa ânsia por expressão era na verdade, a luta pela sobrevivência em um mundo ao qual já não se adequam por serem semi-alfabetizados.
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2 comentários on “Narradores de Javé”

  1. Lipe. diz:

    Nossa essa e realmente antiga…
    nem pensei q fazia mais isto.
    outro dia aqui em sp achei
    pra vender aquele chiclets
    antigão tbm… sera q o munda ta
    dando re?????uhauahuhauhau!!

  2. gabriele diz:

    Parabéns !!!!Vc soube explicar bem direitinho a história do filme.
    obrigada por públicar.bjs


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