Se Você Não Leu, Deveria.

POWLISON, David. Ídolos do Coração & Feira das Vaidades: Vida cristã, motivação individual e condicionamento sociológico. Brasília: Refúgio, 1996. 82p.

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O prefácio do livro é feito pelo Rev. Wadislau Martins Gomes, onde ele parte da vivência dos relacionamentos para o drama ético da vida cristã causado pelo pecado. O Rev. Wadislau foca seu argumento no aspecto da motivação já fazendo um breve resumo do livro.

Nos primeiros três capítulos Powlison apresenta a motivação como senhorio do nosso coração. Essa motivação direcionada de forma inadequada transforma-se em idolatria que nada mais é do que o desvio dos nosso desejos. Os “ídolos do nosso coração” não permanecem presos, mas invadem a sociedade, transformando a cultura. Essa “feira de vaidades” produzida pela idolatria dos homens também nos influencia e acaba gerando mais ídolos no nosso coração. Mais do que figuras de pedra ou madeira, esses ídolos são imitações do caráter de Deus, capazes de motivar os pecados e o comportamento das pessoas.

Do capítulo quatro em diante, Powlison continua enfatizando como o fator da idolatria como principal fator motivacional, demonstrando que as psicologias falham em não considerar esse aspecto quando tratam dos anseios e das necessidades do homem e da relação entre o mundo e o coração. No capítulo cinco, o autor mostra por meio de um exemplo a produção de comportamentos e atitudes chamando a atenção para a importância do conselheiro cristão considerar os valores idólatras que estão abrigados no coração de quem estão aconselhando e de como os “moldes idólatras” e a “feira de vaidades” que o cerca interferem nos relacionamentos conjugais e paternos. O autor lembra que essas fontes não justificam os nossos pecados, mas nos ajudam a tratar o coração, a raiz do problema. Ainda falando sobre as raízes, no capítulo seis, os ídolos não são considerados figuras solitárias, mas sempre estão acompanhados por vários outros ídolos em potencial que se desenvolvem ou se fundem com a vivencia sócio-cultural que legitima ou torna normal determinado padrão ou tipo de comportamento.

Os capítulos sete e oito são dedicados para mostrar como a “fé inteligente no evangelho é a resposta final” para a batalha agonizante entre o mundo e o coração regenerado. O cristão caminha em direção a Deus, renovando sua mente em arrependimento e fé, e reconhecendo o senhorio de Cristo, sem “psicologizar” o aconselhamento bíblico, mas fazendo uso do Evangelho como resposta capaz de libertar-nos dos ídolos do nosso coração.

A leitura desse livro foi transformadora. É interessante como temos dificuldade em olhar para o nosso coração e reconhecer os nosso ídolos e de olhar para as pessoas e perceber que por trás da maioria das atitudes, está um ídolo motivando seu comportamento. É triste constatar que mesmo regenerados abrigamos, no lugar onde o amor e a devoção a Deus deveria estar, tantos outros ídolos criados por nós mesmos, ou absorvidos pela cultura que nos cerca. Na tentativa de nos justificar, ou de amenizar nosso erros e de até mesmo aliviar o tratamento do pecado, criamos tantas outras alternativas, tantas psicologias, que nada mais são também do que produto da nossa idolatria O final do livro é confortante depois que nos deparamos com essa realidade. Falta em nós o Evangelho, poderoso, transformador.

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