Deus sustenta a igreja, apesar de mim

Esse é mais um desabafo rápido do que um post teológico.

Sempre que passeio pelo orkut, ou em outros sites da Internet vejo comunidades e postagens com o título “Sou cristão, apesar da igreja”.

Geralmente essas comunidades têm por objetivo reunir pessoas decepcionadas com o cristianismo e com as igrejas, mas que continuam crendo em Deus de forma independente de denominação.

O objetivo dessas comunidades e esse papo de “mais Jesus, menos religião” (outra comunidade que cresce assustadoramente) é bonito e confortável, só falta ser bíblico.

Fico pensando em como essas pessoas conciliam a vivência do Cristianismo à parte da igreja (assim mesmo com i minúsculo), a igreja visível.

Desde o Antigo Testamento, Deus escolheu um povo. O Israel étnico aponta para o Israel Espiritual. Como viver as leis deste povo e acreditar no que eles acreditam sem fazer parte deles?

Confesso, é difícil estar na igreja, é difícil ser da igreja. Na igreja tem gente fofoqueira, avarenta, mentirosa, adúltera, invejosa, e tantas coisas que não dariam para listar aqui. Tem gente que mete o nariz na vida da gente com “essa” história de disciplina e mutualidade.

É bem mais confortável, estar em um “espaço de adoração” do que em uma igreja. No “espaço de adoração”, as cadeiras acolchoadas, substituem os bancos duros de madeira tradicionais; os músicos não desafinam, são pagos; as crianças são ensinadas por pedagogos, também pagos. Convivo com todo mundo, mas ninguém tem nada a ver com a minha vida. Dou oferta quando quero e pronto. E a mensagem é sobre a “graça”. Uma graça que não aponta o meu pecado, uma graça que não me diz que eu também sou avarento, fofoqueiro, mentiroso… Por isso eu não quero e nem preciso estar no meio “desse povo”.

Paulo, porém, escreve que Cristo deu a vida pela igreja (Ef 5.25). Ele entregou-se por esse povo torto, do qual eu faço parte. Ele não morreu por cinco gatos pingados que se acham melhores e bons o suficiente para não viver no meio do povo dele. Ele deu a vida por nós sendo nós ainda pecadores (Rm 5.28).

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Esse povo vive desafiado a viver o Cristianismo em comum-união, suportando uns aos outros, sabendo que o preço para que estarem juntos foi caro é sustentado com a sua graça de Deus (aquela um pouco diferente da falada nos púlpitos dos “espaços de adoração”) que abençoa, fortalece e mantém a igreja apesar de nós.

Na imagem acima, pessoas da amada IPCG – Igreja Presbiteriana Central do Gama, que cresce na graça de Deus, apesar de mim. Gente de carne e osso, gente por quem Cristo deu a vida.

Esse é mais um desabafo rápido do que um post teológico.
Sempre que passeio pelo orkut, ou pela internet vejo comunidades e sites com o título “Sou cristão, apesar da igreja”.
Geralmente essas comunidades têm por objetivo reunir pessoas decepcionadas com o cristianismo e com as igrejas, mas que continuam crendo em Deus de forma independente de denominação.
O objetivo dessas comunidades e esse papo de “mais Jesus, menos religião” (outra comunidade que cresce assustadoramente) é bonito e confotável, só faltou ser bíblico.
Fico pensando em como essas pessoas conciliam a vivência do Cristianismo à parte da igreja (assim mesmo com i minúsculo), a igreja visível.
Desde o Antigo Testamento, Deus escolheu um povo. O Israel étnico aponta para o Israel Espiritual. Como viver, as leis desse povo e acreditar no que eles acreditam sem fazer parte deles?
Confesso, é difícil estar na igreja, é difícil ser da igreja. Na igreja tem gente fofoqueira, avarenta, mentirosa, adúltera, invejosa, e tantas coisas que não dariam para listar aqui. Tem gente que mete o nariz na vida da gente com história de disciplina e mutualidade.
É bem mais confotável, estar em um “espaço de adoração” do que em uma igreja. No “espaço de adoração”, as cadeiras acochoadas, substituem os bancos duros de madeira tradicionais; os músicos não desafinam, são pagos; as crianças são ensinadas por pedagogos, também pagos. Convivo com todo mundo, mas ninguém tem nada a ver com a minha vida. E a mensagem é sobre a “graça”. Uma graça que não aponta o meu pecado, uma graça que não me diz que eu também sou avarento, fofoqueiro, mentiroso… Por isso eu não quero e nem preciso estar no meio “desse povo”.
Porém no Novo Testamento, Paulo fala (Ef 5.25) que Cristo deu a vida pela igreja. Ele deu a vida por esse povo torto, do qual eu faço parte. Ele não deu a vida por cinco gatos pingados que se acham melhores e bons o suficiente para não viver no meio do povo dele. Ele deu a vida por nós sendo nós ainda pecadores (Rm 5.28). Esse povo que vive desafiado a viver o Cristianismo em comum-união, suportando uns aos outros, sabendo que o preço para que estivessem juntos foi caro é sustentado com a sua graça de Deus (aquela um pouco diferente da falada nos púlpitos dos “espaços de adoração”) que abençoa, fortalece e mantém a igreja apesar d
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4 comentários on “Deus sustenta a igreja, apesar de mim”

  1. Norma diz:

    Muito bom, Ivonete, parabéns!

    Abração!

  2. Cristiano diz:

    Olá Ivonete,

    A Norma me indicou o seu post, e eu também gostei muito dele, parabéns! Fica a recomendação deste post, de um pastor americano, que também trata deste assunto.

    http://www.revkevindeyoung.com/2009/09/why-membership-matters.html

    Abraços.


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