Alice in Wonderland

Sim! Eu me assentei nas confortáveis poltronas do cinema, com um saco de pipocas enorme e uma coca-cola de um litro,  para assistir ao novo filme de Tim Burton. Confesso que não gosto muito de assistir à um filme por causa de sua popularidade hollywoodiana, além disso, ouvi várias críticas à obra de Burton. Contudo, mesmo sem ter lido o famoso livro e não saber muita coisa da história da garota Alice, fiquei bastante fascinada com o que vi.
Vale lembrar que o filme de Burton, nao é uma releitura do original Alice no País das Maravilhas, e sim uma espécie de continuidade imaginada pelo cineasta. No filme, Alice retorna ao País das Maravilhas após 9 anos. Já adulta, ela tem a missão de destruir uma criatura horripilante e devolver o poder para a Rainha Branca.
Entre as coisas que podemos observar com atenção no filme é que embora, Alice no País das Maravilhas, tenha uma temática infantil, ele nao é um filme para crianças. Pode estimular o consumo de drogas, Absolum, a sábia lagarta azul, não para de fumar. Além disso, pode estimular também o Bullying escolar, ao tratar o diferente (pessoas obesas como os  irmãos Tweedle, e a Rainha vermelha que possui uma cabeça grande). Uma criança que assiste o filme de Burton, sem o auxílio de uma análise crítica dos pais ou responsáveis, pode, por exemplo, discriminar uma criança com hidrocefalia.

É possível observar os pontos de contatos teorreferentes do filme. O que mais me chamou atenção foi o fato de Alice querer ser livre, controlar seu destino, tomar  suas próprias decisoes, porém tudo o que ia acontecer já estava escrito no Oráculo. É até mesmo quando Alice pensava ter tomado uma decisão como senhora do seu destino (ao se dirigir para o castelo da Rainha Vermelha para salvar o Chapeleiro Maluco), isso foi providencial para que lá ela recuperasse a espada.
Podemos observar ainda o motivo básico religioso criação-queda-redenção bem presente na narrativa. O momento de paz da criação quando Alice tinha visitado o País das Maravilhas há 9 anos atrás. O momento da queda, quando a Rainha Vermelha tomou o poder da Rainha Branca destruindo tudo, esse momento é narrado pelo Chapeleiro Maluco para Alice. A redenção ocorre por meio da figura redentiva de Alice que destrói o Jabberwocky.

Foi destaque por muitos a interpretaçao de Johnny Depp, como o Chapeeiiro Maluco, mas a personagem que achei mais bem representada e incrivelmente interpretada foi a Rainha Vermelha.

Penso que, por enquanto,  é isso. Assistam e teçam seus arrazoados. Eu pretendo assistir novamente.

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8 comentários on “Alice in Wonderland”

  1. Eu Assisti mas não o faria de novo achei que o filme deixou muito a desejar, “passei o filme todo tendo a impressão de o filme não ter começado ainda”(palavras de uma amigo que estava no cinema comigo), e no livro tem muitas lições que servem pra nossa vida, não consegui identificar isso no filme, Além do mais sempre se espera muito da dupla DEEP E BURTON que cá entre nós são os caras, é legal assistir uma vez mas 2 acho que é forçar a barra.

    • Geralmente eu gosto de assistir o filme mais uma vez para analisar as coisas. Ao contrário do seu amigo eu não tive essa impressão. Quanto ao livro eu ainda não li, mas pretendo. Mas acho que o filme tem muitas lições que servem para a nossa vida também, e.g. que não devemos tomar decisões pressionados pelas circunstâncias, como Alice que não se casou com o Lord.

  2. Bela análise, linda!
    Ainda não assisti, mas pretendo fazê-lo em breve, já que perdi “O livro de Eli”.

    Um detalhe é que a lagarta já fumava no original da Disney – há bastante tempo. Na época não era considerado um mal exemplo, porque não havia a paranóia atual com o fumo.

    Continue nos brindando com suas análises teo-referentes!

    Beijo

  3. Eu tbm quero muito ver!! Mas pelo visto vai ser lá em João Pessoa mesmo… rsrsrsrs

  4. Celio diz:

    Asssiti o filme e confesso que fiquei impressionado com a história. Vale a pena vê-lo mais de uma vez sim, pois na primeira ficamos admirados com a beleza do filme, e na segunda podemos já, familiarizado, assisti-lo com um olhar mais crítico. Excelente.

  5. […] P.s.: Leia sobre o filme no Ivonetirinhas! […]


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