Frida – Acidez e Docura

Em homenagem ao aniversário da grande pintora Frida Kahlo, republico hoje, um post que já tinha publicado há um tempo atrás.

Se você não assistiu, deveria assistir ao filme “Frida”, de Julie Taymor.

Confesso que antes de assistir ao filme, eu já gostava muito das pinturas de Frida Kahlo e conhecia alguma coisa da sua difícil trajetória de vida. Depois de assistir, fiquei ainda mais fascinada. Frida é uma grande artista. Nascida na cidade de Coyoacan, no México, no dia 06 de julho de 1907, teve uma vida cheia de percalços. Aos seis anos contraiu Paralisia Inantil, e ainda jovem sofreu um acidente de ônibus que trouxe conseqüências para toda sua vida. Frida, além de artista foi militante comunista e símbolo de revolução sexual e cultural.

Há pelo menos dois aspectos que eu admiro em sua vida e em suas pinturas:

1. O primeiro é notório. Apesar das dificuldades, Frida enfrentou muitas barreiras. Foi operada 32 vezes antes de sua morte aos 47 anos. A dor intensa que sentia não impediu muitas de suas conquistas, com uma determinação impressionante, sobrevivendo a doença e ao acidente que a deixou dilacerada.

2. Considerando o que o filme mostra, o plano de Frida nunca foi o de ser uma grande e famosa artista, embora isso tenha vindo como conseqüência de seu talento. Frida pintava para expressar-se. Pura e simplesmente. E apesar do rótulo surrealista que recebe ela mesmo afirmou que pintava sua realidade. “Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor“. Essa realidade é pintada de maneira chocante e ao mesmo tempo de maneira doce. Essa combinação é o que mais me instiga em suas pinturas.

Com certeza há muitos aspectos da vida de Frida que não são biblicamente, e politicamente corretos. E meu objetivo neste post não é analisá-los. Sou uma admiradora de Frida e de sua arte considerando que seu talento é obra da graça comum.

A imagem ao lado é uma de minhas pintura favorita. La Columna Rota (A coluna quebrada), é o quadro que melhor expressa o sofrimento de Frida e a beleza como ela o retratava. Sua coluna quebrada com uma barra de ferro devido ao acidente com o ônibus entrou-lhe pelo pescoço e saiu pela vagina. O colete posto, fazia parte de suas vestimentas, na tentativa de aliviar suas dores e fornecer sustentação aos frágeis ossos. A paisagem desértica ilustando a solidão da dor, e os pregos por todo o corpo nu, seu interminável sofrimento. Do olhar firme, saltam lágrimas. O traço preciso e característico de Frida, traz a pintura a acidez e docura sempre presente em suas obras.

O vídeo abaixo é a minha cena favorita no filme. Frida corta os cabelos, ao som de Chavela Vargas, após saber que foi traída por seu grande amor, Diego Rivera com sua irmã.

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2 comentários on “Frida – Acidez e Docura”

  1. Jana e Nanda diz:

    Que bacana!
    vou querer ver o filme, obrigada pela indicação!
    =*

  2. Amanda Guimarães diz:

    Nossa gostei muito!
    Na escola já tinha analisado algumas obras de Frida, mas não conhecia sua trajetória de vida, fiquei admirada por saber que mesmo com tanto sofrimento, fez obras belíssimas.Ainda não assisti o filme, mas pretendo assistir para conhecer um pouco mais sobre a artista.


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