Bobó

Hoje é um dia muito especial. Por quatro anos eu pedi para minha mãe comprar um bebê no Carrefour pra mim, quando finalmente chegou Raquel Cardoso, que é chamada carinhosamente de Bobó. No dia em que ela chegou eu fiquei tão confusa que chorei pedindo pra minha tia me adotar, achando que ela ia tomar meu lugar. Depois passei a conviver com ela, escolhi seu nome, queria ajudar minha mãe, dar banho nela. Quando ela cresceu um pouquinho, virou uma das alunas da minha escolinha, junto com as demais bonecas. Aí ela já sabia falar e fazer tanta coisa que vieram as Barbies, a “peixaria das 3 irmãs” (que era um negócio em conjunto com a Ana Raquel, vulgo Macaca), e a Alaide, uma amiga imaginária que eu tinha, que só ela acreditava que existia. E ela foi crescendo, cresceu mais do que eu, teve uma época que a gente era só briga, eu corria e trancava a porta do quarto, mas sempre apanhava. Ainda bem que essa fase passou rápido, vieram os estudos e os cursos, eu a ensinei a usar a internet e ela fez faculdade, se tornou filósofa ou, professora de filosofia, como ela gosta de esclarecer. Casou e deixou um quarto e um buraco enorme na nossa casa. Ainda assim a Bobó era a minha maior companheira, no trabalho, no salões, nas discussões filosóficas, nos boliches e nas compras de roupas iguais. De certa forma ela ainda é, só que agora com muito mais saudade no coração por causa dos mais de 2000 km que nos afasta geograficamente. Hoje eu agradeço a Deus por mais um ano que completa minha Bobozinha, agradeço por ela fazer parte da minha vida todos esses anos, por ela ser minha única irmãzinha, aquela que durante muito tempo eu pedi para que a minha vivência familiar fosse mais feliz e mais completa. Parabéns Bobó!

Anúncios

Por que os Gays Querem Casar?

Li hoje que o STJ – Supremo Tribunal de Justiça se pronunciou a favor do casamento civil no julgamento de um recurso do Rio Grande do Sul. O argumento foi expresso nas palavras do ministro-relator :

[…] um dos objetivos fundamentais da República, motivo da própria existência do Estado, é promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Ele ressaltou — no julgamento no início do julgamento — que “o planejamento familiar se faz presente tão logo haja a decisão de duas pessoas em se unir, com escopo de constituir família, e desde esse momento a Constituição lhes franqueia ampla liberdade de escolha pela forma em que se dará a união”. Ainda segundo Luís Felipe Salomão, a habilitação para casamento de pessoas do mesmo sexo “passa, necessariamente, pelo exame das transformações históricas experimentada (sic) pelo direito de família e pela própria família reconhecida pelo direito, devendo-se ter em mente a polissemia da palavra ‘casamento’, o qual pode ser considerado, a uma (sic) só tempo, uma instituição social, uma instituição natural, uma instituição jurídica e uma instituição religiosa, ou sacramento, ou ainda, tomando-se a parte pelo todo, o casamento significando simplesmente ‘família’“.  (Tirado daqui)

Alguns afirmam que o conceito de família e o casamento já está ultrapassado. Apesar de ser uma união legal, o casamento esteve sempre ligado à igreja, à religião. Na Igreja Católica, o casamento é inclusive um sacramento.  Essa mobilização dos homossexuais por um casamento nos faz pensar que as coisas não são bem assim. Já que o casamento e a família estão ultrapassados, por que casar? E mais, se a igreja e a Bíblia se pronunciam contra o homossexualismo, qual o porquê da aprovação? Sim, porque há aqueles que desejam casar na igreja com a bênção do padre ou do pastor, que provavelmente, daqui há algum tempo, podem até ser presos ao recusarem realizar a cerimônia, pelo andar da carruagem.

O ponto é que para os homossexuais não basta estar juntos, morando no mesmo espaço, eles precisam casar, mudar o seu estado civil. A explicação que a maioria dá é a questão dos direitos, da divisão de bens, etc. Eu acho que vai mais além.  Eu afirmo, a partir de pressupostos bíblicos, que um dos aspectos é questão de estrutura e direção. Esses conceitos são colocados pelo estudioso Albert Wolters, em seu livro” A Criação Restaurada”:

Estrutura seriam as leis ou padrões que Deus criou para que o homem se relacionasse com o próprio Deus, com a cultura e com o próximo. Isso significa que tudo que acontece com o homem, dá-se debaixo de uma estrutura estabelecida pelo Criador, e grande parte dessas leis estão reveladas em sua Palavra, a Bíblia. Com relação ao casamento, essa estrutura de matrimônio foi estabelecida. Alguns parâmetros podem ser observados para esse relacionamento (Gênesis 1.21-24):

Ele deve ser monogâmico.
Ele deve ser heterosexual.
Ele deve emancipado de intervenções paternas.

Obviamente há mais instruções para a família em toda a Bíblia. Todas essas instruções dizem respeito à estrutura que Deus planejou para o casamento. Essas  estruturas criadas por Deus funcionam com uma direção. A direção é responsabilidade dos homens. Como o homem tem o seu coração voltado contra Deus, essa direção que dá às estruturas criadas por Ele é corrompida pelo pecado, portanto, na maioria das vezes, ele dá uma direção ruim. O fato da direção ser ruim não interfere no padrão estabelecido na estrutura. Sendo assim todo casamento é teorreferente, ou glorifica ou desonra a Deus – depende, em parte, da direção que damos a ele.

É por isso que os homossexuais querem tanto casar. Está no coração do homem, faz parte da estrutura absoluta criada por Deus. É por isso que mesmo sabendo que a sua direção não corresponde ao padrão bíblico, ele não pode fugir da estrutura.  Isso vai ser negado e taxado como preconceito, como pensamento retrógrado, mas a própria inconsistência desse do pensamento, dos desejos e dos atos, apontam para o Criador e para o fato de que estrutura e direção só podem ser coerentes ao homem dentro de um sistema cristão.

Esse assunto gera outros tipos de discussão e abordagens bem mais profundas, como por exemplo, o conceito fragmentado de família e casamento. Não há mais um conceito padrão. Da mesma maneira que uma família pode ser composta de dois homens, ou duas mulheres, pode também ser composta por mais de duas pessoas, ou por uma pessoa e um animal, e por aí vai. Penso que isso merece uma outra postagem, por hora, paro por aqui.


God is God, and God is good

Já faz dois anos, mas parece que foi ontem. Eu assentada nas cadeiras do Andrew Jumper para assistir aulas, quase não prestei atenção no aluno que chegava um pouco atrasado.  A desatenção do primeiro dia foi compensada no restante da semana, impressionada com sua inteligência e educação, dei espaço à amizade.

Amizade distante (aproximadamente 4.000 km) mas que foi aproximada com a teologia, a boa música, as camisetas engraçadas, as piadas, a internet e o serviço de telefonia móvel. Em poucos meses o garoto de São Luís estava sendo apresentado aos meus pais e à minha igreja como meu namorado.

Nesse período, que durou um pouco mais de um ano, a relação foi amadurecida com momentos de alegria, momentos de tristezas e crises e principalmente com a convicção de que é a graça de Deus que sustenta um relacionamento. A partir dessa certeza veio o noivado e hoje, o garoto de São Luis, enquanto escrevo esse texto, dorme calmamente ao meu lado na cama, pois já caminhamos para quatro meses de casados.

Nesta data em que ele comemora 26 anos, tenho motivos para agradecer a Deus por sua vida e por permitir que ele esteja ao meu lado. Sou abençoada e santificada com sua convivência e com a maneira como ele conduz o nosso lar. Deus é assim, mesmo sem merecermos ele nos agracia com coisas maravilhosas demais para nós. “God is God, and God is good“.


Retorno e Expectativas

Leitores que ainda permanecem firmes;

Depois de mais de um mês, retorno com as postagens no IvoneTirinhas. Já vos escrevo da Ilha do Amor, cidade de São Luís, no estado do Maranhão, que é chamada carinhosamente assim pelos seus moradores. Neste post de retorno, pretendo apenas destacar alguns fatos interessantes e falar de algumas expectativas para o blog.

Mafalda: Casei-me em Brasília e, logo após o casamento, fomos para Buenos Aires. Lembro-me que em um post antigo, eu tinha falado sobre uma escultura da Mafalda, que fizeram em homenagem ao Quino, e como eu queria ir visitá-la. Logicamente, estando eu na cidade dos “hermanos”, não perderia essa oportunidade por nada. Depois de muitas pernadas, consegui encontrar a bendita praça e tirar mil fotos com a escultura que é linda. Dá vontade de arrancar a Mafalda e levar pra casa.

Ministério: Estou em uma nova igreja, que me acolheu muito bem, e leva o Cristianismo muito a sério, louvo a Deus por isso. Novos desafios surgirão em termos ministeriais e desejo em breve compartilhá-los por aqui.

Leituras: Com casamento, veio a viagem e depois, a organização da casa. Agora que sou dona de casa, tenho muitas coisas pra conciliar e colocar em dia minhas leituras. Quero compartilhá-las por aqui também, inicialmente, deve sair algo sobre Agostinho.

Enfim é isso, espero voltar regularmente com as postagens a partir desse post.


Sobre o Protesto contra o Mackenzie

Em protesto ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), publicado desde 2007 no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie contra o PL 122/2006 (conhecido como “lei anti-homofobia”), um grupo de ativistas organizou uma manifestação no dia 24 de novembro de 2010, por volta das 18h, em frente à universidade. Com previsão de mais de três mil participantes, o evento contou somente com cerca de 400, que se postaram diante dos portões da instituição, na Rua Itambé. Em seguida, o grupo deslocou-se do Mackenzie para a Avenida Paulista com um número já bastante reduzido, conforme anunciado por diversos veículos de comunicação como a Globo News, a Folha de São Paulo, a CET, o site da UOL e dezenas de outros sites informativos. Na universidade, as aulas transcorreram normalmente.

A oposição da IPB ao projeto de lei se baseia não só no senso comum e em análises jurídicas especializadas (que consideraram o projeto “inconstitucional”), mas sobretudo nos princípios cristãos que norteiam tanto a denominação quanto o Mackenzie. Não há novidade nisso: quando se matriculam na instituição, os alunos assinam o contrato de serviços educacionais, em que há uma cláusula explicando esse caráter confessional. Isso não significa perseguição a quem não subscreve essas bases cristãs, muito pelo contrário: não há registro na história da universidade de casos de discriminação de qualquer tipo, seja contra alunos homossexuais, seja contra alunos que professam outras religiões, ou nenhuma. Todos têm acesso aos mesmos benefícios, como bolsas de estudo.

No entanto, desde o momento em que a publicação do texto da IPB no site do Mackenzie foi “descoberta” pelos ativistas neste ano, a igreja, a universidade e a pessoa de seu Chanceler têm sido duramente atacados e acusados de “homofobia”. Filmados em vídeo, os manifestantes pediam a demissão do Chanceler, cuja foto foi estampada em diversos sites homossexuais acompanhada de palavras de ódio. A virulência que caracterizou essas expressões de indignação, mesmo antes da aprovação do projeto, confirma o quanto é perigoso que a sociedade se veja refém de uma minoria militante, que procura impor seus pontos de vista por meio de pressão e difamação, não admitindo que pessoas, igrejas e organizações cristãs simplesmente afirmem ser a conduta homossexual um pecado.

Para detalhar melhor sua postura bíblica — que se fundamenta no amor, não no separatismo, e prega o respeito a todos —, cristãos que partilham da mesma visão sobre o homossexualismo se uniram para elaborar o manifesto “Universidade Mackenzie: Em Defesa da Liberdade de Expressão Religiosa”. O texto foi reproduzido em cerca de oito mil sites cristãos e conservadores, recebendo mais de 36 mil citações na internet. Traduzido para idiomas como alemão, espanhol, francês, holandês e inglês, foi postado em sites de diversos países estrangeiros, como Estados Unidos, França, Alemanha e Portugal. Centenas de manifestações de solidariedade à postura do Mackenzie foram veiculadas em diversos meios, inclusive no conhecido blog de Reinaldo Azevedo (articulista da revista Veja), um dos comentaristas políticos mais lidos e respeitados do país. Respondendo às acusações de “homofobia” com argumentos sólidos e bíblicos, os cristãos creem que sua postura contribuiu para que a manifestação de repúdio ao documento da IPB tenha recebido tão pouca adesão do público.

Nós, cristãos, estamos alegres e gratos por todo o apoio recebido e pelas orações do povo de Deus em favor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e de seu Chanceler, o Rev. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Instamos o povo de Deus a que se una também em súplicas e intercessões para que o Deus todo-poderoso derrame seu Espírito Santo sobre a igreja evangélica neste país. Necessitamos com urgência de um avivamento, de forma que o Cristo crucificado seja exaltado, os crentes sejam santificados, a Escritura Sagrada seja pregada com liberdade, pecadores se convertam e nosso país seja transformado, para a glória do Deus trino da graça.

Este pronunciamento é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.
Para ampla divulgação.


Universidade Mackenzie: Em Defesa da Liberdade Religiosa

A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.

Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).

Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.

Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.

Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.
Para ampla divulgação.


Eu Caso

Recomendo esse site está sendo desenvolvido por ocasião do meu casamento. Mas do que um clichê cibernético, nossa intenção é divulgar uma visão cristã do casamento, considerado tão descartável hoje.
Para acessar, clique aqui.